Por que diabos estou traduzindo Joyce na Suíça?

Minha proposta era apresentar a Fundação e a Casa desta vez, mas me perguntaram por que diabos estou traduzindo Joyce na Suíça. Cabe explicar. Joyce viveu na Suíça por dois períodos (1915-1920 e 1940-1941) e aqui morreu. Aliás, ele e sua mulher, Nora Barnacle, estão enterrados no cemitério de Fluntern em Zurique.


Ainda existem muitos lugares em Zurique que remetem o visitante de hoje a Joyce e seu tempo. O site da Fundação James Joyce tem a relação de todos eles (https://www.joycefoundation.ch/joyce-in-zurich/). Faltam apenas quatro para que eu tenha visitado todos, missão que pretendo concluir na próxima semana.


Hoje traduzi o villanelle de Joyce, que se encontra no romance Um retrato do artista quando jovem, de 1916. Stanislaus Joyce, irmão do escritor, explicou que o poema tinha sido escrito mais ou menos em 1900, e que Joyce mais tarde o transportou para o romance. Deu trabalho traduzi-lo, mas valeu a pena.


Deixo vocês não com a minha tradução do villanelle (este só quando sair o livro), mas com um poema de Joyce chamado “Bahnhofstrasse” (1918), que é a rua em que logo se cai saindo da estação central de Zurique:


Bahnhofstrasse

The eyes that mock me sign the way Whereto I pass at eve of day. Grey way whose violet signals are The trysting and the twining star. Ah star of evil! star of pain! Highhearted youth comes not again Nor old heart's wisdom yet to know The signs that mock me as I go.


Hoje à tarde vou a Dublim. Volto na segunda-feira.



[& esta é a janela, de uma postagem a outra]


Abraços,


Vitor

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