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AMARAL, Vitor é professor de Literaturas de Língua Inglesa da UFF (Niterói/RJ) e tradutor. Estuda a obra de James Joyce, principalmente os aspectos de suas traduções. Sua tese de doutorado foi sobre Dubliners. Ele coordena, com Dirce Waltrick do Amarante, o grupo de pesquisa Estudos Joycianos no Brasil desde 2018 e está preparando a edição brasileira da poesia jovem de James Joyce pela Syrinx.

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APOLLINAIRE, Guillaume polaco franco italiano, belga renano germano, nascido em Roma em 26 de agosto de 1880, filho de Angelica de Kostrowitzky e pai desconhecido; batizado Guglielmo Alberto Wladimiro Alessandro Apollinaire de Kostrowitzky, apelidado Cointreau-Whisky, autonomeado primeiro Guillaume Macabre, e depois, e definitivamente, Guillaume Apollinaire, é uma das personalidades artísticas mais influentes do século XX. Poeta prosador pornógrafo, jornalista tradutor crítico de arte, glutão, artilheiro da linha de frente no front na Guerra de 14-18, mal-amado macabro soldado enamorado & até mesmo acusado de ter roubado a Monalisa do Museu do Louvre. A vida de Guillaume é repleta de acontecimentos extraordinários, amores rompidos e criações inovadoras que o colocam como encabeçador de diversos movimentos de vanguarda do início do século XX e o responsável por uma revolução formal na poesia com os caligramas e a abolição da pontuação.

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APRIGLIANO, Adriano é professor de Língua e Literatura Latina na FFLCH-USP. Pesquisador da obra do filósofo da linguagem Bhartr̥hari (Índia, V. d.C.), traduziu do sânscrito o primeiro livro do Vākyapadīya (Da palavra, Unesp, 2014). Traduziu, também do sânscrito, uma coleção de 12 Upaniṣad, que se acha no prelo pela Edipro. Do gəʿəz (etíope antigo) traduziu dois tratados de filosofia de séculos XVII e XVIII. Estreia em tradução de poesia latina com O descimento ao Averno, pela Syrinx.

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PONDIAN, Juliana Di Fiori é editora e fundadora da Syrinx. Pesquisadora nas áreas de linguística, semiótica, tradução, poesia e literatura, com diversas publicações na área, cursando atualmente pós-doutorado no Departamento de Letras Modernas da Universidade de São Paulo. Tradutora de línguas clássicas e modernas, publicou a obra inaugural da Syrinx em 2018, Et moi aussi je suis peintre - título fantasma de um livro inexistente, com cinco caligramas de Apollinaire.

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VIRGÍLIO, Públio nasceu na aldeia de Andes, não longe de Mântua, nos idos de outubro do primeiro consulado de Pompeu Magno e Licínio Crasso. Conta-se que, grávida, sua mãe sonhou ter parido um ramo de loureiro que, ao tocar a terra, pegou logo raiz e cresceu ali mesmo na forma de árvore madura e cheia de vários frutos e flores. Na manhã seguinte, quando se dirigia com o marido para uma região vizinha, tomou desvio e partejou na fossa que margeava a via. Diz-se que a criança, ao nascer, não chorou e que era de tão belo semblante que já então não dava dúvida de sua próspera estrela. E houve ainda outro presságio, pois um broto de papoula que, conforme o costume da região nos casos de parto, havia sido plantado naquele exato lugar medrou tão rápido que igualou papoulas plantadas muito antes. Esta árvore é por causa dele chamada árvore de Virgílio, que é ademais consagrada pela imensa veneração das grávidas e recém-paridas que debaixo dela fazem e pagam seus votos.