Em 1914, Apollinaire manifesta o desejo de publicar um “Álbum de ideogramas líricos e coloridos”, reunindo caligramas já publicados anteriormente em uma nova versão, como poemas-quadros, coloridos por ele mesmo. Esse projeto, intitulado “Et moi aussi je suis peintre” [E eu também sou pintor], foi interrompido pela guerra e o livro nunca chegou a ser editado.

 

No entanto, em 1917, a ideia é levada a cabo a partir de outros poemas compostos por Apollinaire para o catálogo de abertura da Primeira Exposição das Soirées de Paris, organizada por ele, com obras de Leopold Survage e Irène Lagut. O catálogo traz 13 caligramas – as pequenas obras-primas de Apollinaire (segundo o pesquisador Willard Bohn) – numa edição cujos primeiros 10 exemplares foram aquarelados um a um pelo poeta.

 

ET MOI AUSSI JE SUIS PEINTRE - título fantasma de um livro inexistente é a tradução desse projeto de Apollinaire, de pintar poemas, em português, pela tradutora e pesquisadora Juliana Di Fiori Pondian. O livro foi composto, primeiro, a partir de uma experiência de transcriação da caligrafia de Apollinaire, que gerou os manuscritos-fotolitos para a impressão em serigrafia. Depois de impressos, os poemas foram aquarelados um a um, em cores diferentes, como fez Apollinaire, o que faz com que cada exemplar seja diferente do outro. Único.

 

Dimensão: 21 x 29,7 cm

Idioma: português e francês

ISBN: 978-65-80536-00-9

Número de páginas: 12

Ano da publicação: 2018

Tiragem de 30 exemplares numerados e assinados.

Apollinaire | Pondian - Et moi aussi je suis peintre

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