Fundação James Joyce, Looren, Suíça e seus francos, até breve!

Hoje deixo a Suíça e amanhã estarei no Brasil. O mês que passei aqui foi de muita pesquisa na Fundação James Joyce e tradução em Looren. Hoje, falo um pouco da Fundação.


A Fundação James Joyce de Zurique, dirigida por Fritz Senn desde sua abertura, em 1985, recebeu apoio financeiro do UBS (antigo Union Bank of Switzerland) e hoje conta com aportes de empresários e do Cantão de Zurique. A Fundação se localiza no segundo andar do número 9 da Augustinergasse, bem perto da Bahnhofstrasse e a menos de 10 minutos a pé da Estação Central de Zurique. Está no segundo andar do prédio; no primeiro, funciona um espaço de exposição de arte. Vejam a foto da fachada.


Lá, tudo é baseado em confiança. Claro, a primeira edição do Ulysses está protegida por vidro especial e os originais dos manuscritos estão no banco. Porém, não há alarmes, guarda-volumes ou coisa do tipo. O pressuposto é simples: nenhum “amigo/a em Joyce” (friend in Joyce, como se costuma dizer em inglês) faria qualquer coisa que prejudicasse aquele espaço.


Portanto, imaginem uma biblioteca inteira sobre Joyce ao alcance das mãos, sem ter que preencher fichinhas etc. Isso é Fundação. Qualquer joyciano de verdade que a tenha visitado sabe que não há lugar no mundo mais acolhedor. E os que ainda não visitaram, precisam fazer isso assim que puderem. Visitar a Suíça tem seu preço – em francos suíços –, mas vale a pena.


Esqueci de dizer que o mais famoso dos joycianos – e, talvez, também, o mais bem-humorado –, Fritz Senn, está sempre lá com a porta da sala aberta para nos receber. Ruth Frehner, Ursula Zeller e Silke Stebler também estão sempre a postos para ajudar.


Bem, este foi meu último texto aqui da Suíça. Ontem, para me despedir, visitei o túmulo de Joyce (a foto da estátua vai abaixo), que está enterrado em Zurique com Nora e seu filho Giorgio.

Durante minha residência em Looren, aprendi bastante sobre os suíços, suas línguas, sua poesia e sua simpatia. Escreverei mais do Brasil, onde terminarei de traduzir os poemas.


Abraços,


Vitor

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